De acordo com o INE, mais de um terço da população residente em Portugal faz compras na Internet e a maioria opta por fornecedores portugueses.

Há cada vez mais portugueses a optarem pela Internet para fazerem as suas compras. A confirmá-lo está um inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) que concluiu que em 2017, 34% da população residente em Portugal entre os 16 e os 74 anos recorreram à Internet para encomendar produtos ou serviços. E a maioria (76%) fê-lo em sites de fornecedores nacionais.

Roupas e equipamentos desportivos são os bens mais adquiridos através do comércio electrónico. Logo depois vêm o alojamento, bilhetes de transporte e outros preparativos para viagens. Bilhetes para espectáculos ou eventos, artigos para casa, livros, revistas ou jornais e equipamento electrónico estão também nos lugares cimeiros dos produtos que os portugueses compram pela Internet, sendo que a utilização do comércio electrónico é mais frequente nos grupos etários mais jovens, sobretudo na população entre os 25 e os 34 anos.

Os dados divulgados no final de Novembro demonstram que em sete anos o número de portugueses que faz compras online mais do que duplicou, sendo que o valor registado no início da década se fixava nos 15%. Ainda assim, Portugal encontra-se abaixo da média da União Europeia.

Num mundo cada vez mais virtual, 77% das famílias portuguesas têm acesso à Internet. Já nas famílias com crianças até aos 15 anos, este número sobe para os 97%, sendo esta uma tecnologia generalizada entre os estudantes, jovens até aos 34 anos e pessoas que concluíram o ensino superior.

Outro dado relevante deste estudo é que o número de utilizadores da Internet em Portugal (75%) é já superior ao número de utilizadores de computador (70%). Esta discrepância comprova que os dispositivos móveis – nomeadamente o telemóvel – ganham cada vez mais terreno na forma de aceder à Internet. Uma tendência que comprova a vantagem em ter um site responsivo.